Por quê devemos nos preocupar com o “Dock-Free”?

Os Patinetes Elétricos ou E-Scooters Compartilháveis são uma novidade nas ruas urbanas. Entre suas vantagens estão seu preço acessível, praticidade, leveza e agilidade. Ao contrário das bicicletas compartilháveis, não exigem esforço físico para se locomover. Em relação a eficiência ambiental, possui o consumo de energia elétrica e não a combustão. E por meio de aplicativos de celular, é possível destravar cada patinete, realizando o pagamento de seu aluguel por minuto por meio de cartão de crédito online.

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Seu lado menos atrativo é o perigo de acidentes por ciclovias e calçadas mal conservadas, e a questão mais conflitante é a possibilidade de estacioná-los em qualquer lugar, pelo sistema chamado “dock-free”. Este resulta em transtorno e congestionamento nas calçadas, inviabilizando a passagem de pessoas com deficiência de mobilidade, por exemplo.

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Com o aumento de seu número com o tempo, há a necessidade de se estacionar nas ruas um número cada vez maior de E-Scooters. Se mostrando algo relevante na mobilidade, é necessário que se comece a discussão sobre como resolver suas questões de estacionamento.

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Como solução, o ideal é que seja vedado o estacionamento sobre ciclovias e ciclofaixas, em gramados e jardins públicos, defronte à faixa de travessia de pedestres ou guias rebaixadas de entrada e saída de veículos e áreas que comprometam a mobilidade de pessoas com deficiência. É necessário que se crie regulamentação específica, que faça com que seus locais de estacionamento sejam devidamente demarcados, fazendo com que todos possam se locomover seguramente, evitando-se acidentes e preservando a mobilidade de todos.