VAGAS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS, UMA EXIGÊNCIA DO MERCADO!

As inovações do mercado imobiliário sempre foram reguladas pelas proposições das incorporadoras/construtoras ou por solicitação do mercado. Fazendo uma rápida memória do que foi novidade e acabou virando item “default” no mercado imobiliário dos últimos anos temos: espaço gourmet, churrasqueira na sacada, cozinha americana, condomínio clube, loft, studio, penthouse, entre outros.

A última foi a “Garage Design” que está tomando os últimos lançamentos, mas esse blog trata do “depois” dessa onda, qual vem? Apostamos no aumento de vagas para veículos elétricos, apostamos que todas as vagas deverão vir equipadas com esse item.

Incentivos com apelo ecológico governamental, o avanço das tecnologias de baterias e carros, a recente crise de abastecimento causada pela greve dos caminhoneiros, os carros autônomos cada vez mais tangíveis de uso e a própria consciência da população fazem com que esta seja nossa próxima aposta de item default.

Ainda não podemos esquecer equipamentos que duplicam sua vaga ou aumentam o espaço de depósito de garagem que consomem energia e que iremos postar em um blog futuro.

Uma garagem com todas as vagas com ponto de recarga será normal, uma garagem com poucas vagas de recarga pode virar “mico” daqui a poucos anos!

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor GaragePlan

Coordenador de Arquitetura

Imagem retirada do site: chargedevs.com

MANOBRABILIDADE? O QUE É ISSO?

Qualidade do que é manobrável, especialmente aeronave, nave ou qualquer outro veículo. *

Quando projetamos ou prestamos consultoria a estacionamentos de todas as tipologias, temos a manobrabilidade como um dos itens principais para obter os melhores resultados.

Seguir apenas normas e regras exigidas pela legislação de uso do solo das prefeituras, garante a isenção de responsabilidade dos profissionais de projeto, porém não há garantia de manobras confortáveis ou até mesmo manobras possíveis nos empreendimentos.

A Garagem é uma construção complicada e perene, não podemos mudar pilares de lugar para corrigir a má manobrabilidade. Nos casos de re-layout das vagas podemos melhorar a qualidade de manobras e fluxo de um estacionamento, mas o ideal é que seja validado antes de finalizar projetos.

Cada caso deve ser analisado considerando alguns itens como: padrão dos veículos que irão circular; se terão manobristas ou será self-park; qual será o uso do empreendimento; acompanhar as mudanças no raio de giro dos automóveis; e se preocupar com a segurança dos outros agentes do trânsito usuários do estacionamento.

Somos especialistas em cuidar de tudo isso, portanto…

Na GaragePlan o termo “boa manobrabilidade” é lei!

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor GaragePlan

Coordenador de Arquitetura

Definição: *Retirado do dicionário digital do Michaelis.

ESTACIONAMENTOS QUE NÃO SERVEM APENAS PARA GUARDAR CARROS, TAMBÉM GERAM ENERGIA ELÉTRICA.

Replicamos o texto escrito por Ricardo Campos Jr., que retrata bem o uso de placas de energia solar em vagas de estacionamento.

No Leblon, estacionamento é também miniusina de energia solar

Placas instaladas captam a energia solar em estacionamento financiado pelo FCO

Quem deixa o carro em uma das vagas cobertas da Chácara Bonança nem imagina que o local na verdade é uma usina solar. Além de garantir sombra e proteção para os veículos, placas fotovoltaicas absorvem a energia no local considerado o maior estacionamento desse tipo em Mato Grosso do Sul, com potência de 97,20 kWp.

A ideia veio do próprio dono do espaço, Douglas Veratti. Ele precisava de um lugar amplo e longe do Centro para montar a estrutura que vai reduzir a conta de luz de outro empreendimento da família, o Hotel Concorde.

“O projeto inicial previa colocar as placas perto do chão, mas eu pensei, por que não fazer um estacionamento embaixo delas? Ficando mais altas, é mais difícil as pessoas mexerem”, contou ao Campo Grande News.

Toda a estrutura foi bancada com recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste). “Quis investir em energia solar depois de visitar a Alemanha e ver que ela é pioneira nesse seguimento e não tinha o tanto de sol que temos aqui. Comecei a fazer uns orçamentos e deu certo. Tem vários empresários que estão esperando só a minha conta chegar para ver se tem economia mesmo e montarem suas usinas”, relata.

O prédio do hotel não tem espaço para as placas e fica em um lugar onde outros edifícios fazem sombra, dificultando a captação da radiação. O estacionamento fotovoltaico não é capaz de gerar sozinho toda a energia que o Concorde precisa e por isso Douglas também instalou placas no telhado de um terceiro prédio da família, atualmente alugado para os Correios.

“Todo o sistema custou R$ 970 mil. O financiamento me dá dois anos de carência antes do vencimento da primeira parcela. Pelas contas que fiz, em seis anos e meio eu consigo pagar essa conta”, relata.

A instalação das placas tanto no estacionamento como no prédio foi feita pela empresa Solar Energy.

Hewerton Elias Martins, diretor-presidente da companhia, explica que durante o dia, as placas usam os raios solares para gerar energia. Tudo o que não é consumido naquele momento, é jogado na rede da Energisa e vira uma espécie de bônus, devolvido à noite quando os painéis param de trabalhar.

Esse sistema faz com que as placas não precisem necessariamente ficar no lugar que será alimentado por elas, como fez Douglas.

“As duas usinas vão gerar 24 mil quilowatts por mês. O hotel, com isso, vai pagar a taxa mínima da concessionária”, completa.

 

https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/no-leblon-estacionamento-e-tambem-miniusina-de-energia-solar

O MERCADO REGULA A QUANTIDADE DE VAGAS MELHOR QUE REGRAS DA LEGISLAÇÃO! A QUANTIDADE DE VAGAS EM HONG KONG É REGULADA PELO MERCADO, SUA ESCASSEZ ÀS VEZES VIRA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO. ESTE ARTIGO PODE SIM ACENDER UMA FAÍSCA DE OPORTUNIDADES AQUI NO MERCADO LOCAL.

Replicamos o texto escrito por Frederik Balfour Bloomberg, que retrata bem a escassez de vagas de estacionamento.

Vaga de estacionamento é vendida por US$ 765.000 em Hong Kong

(Bloomberg) — Pare para pensar nas pobres pessoas que têm carro em Hong Kong.

O mercado de vagas de estacionamento está mais quente do que nunca, e uma única vaga em um projeto de luxo no distrito Ho Man Tin de Kowloon foi vendida pelo preço recorde de 6 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 765.000).

“É uma loucura”, disse Darrin Woo, um colecionador de carros clássicos que mandou sua limusine Mercedes-Benz 600 Pullman de 1968 e um Fiat Abarth vermelho vivo de 1957 para a Califórnia a fim de economizar no armazenamento. “Comprar uma vaga? De jeito nenhum. Dá para comprar cinco carros com esse dinheiro.

“O preço médio de uma vaga de estacionamento hoje ronda 2,25 milhões de dólares de Hong Kong, mais que o sêxtuplo que em 2006. O mercado imobiliário da cidade, que é o menos acessível do mundo, parece calmo em comparação: os preços das casas aumentaram apenas 3,4 vezes no mesmo período. No primeiro semestre deste ano, cerca de 10,3 bilhões de dólares de Hong Kong em vagas mudaram de dono, em comparação com 6,58 bilhões de dólares de Hong Kong no mesmo período do ano anterior, segundo a Midland Realty Services.

Problemas

Parte da culpa é dos incorporadores imobiliários de Hong Kong. Eles ganham mais dinheiro construindo apartamentos do que garagens, por isso a proporção entre o número de vagas de estacionamento e o número de unidades habitacionais diminuiu, disse Denis Ma, diretor de pesquisa sobre Hong Kong da empresa de consultoria Jones Lang LaSalle.

O número de vagas de estacionamento cresceu somente 9,5 por cento entre 2006 e 2016, para 743.000, mas a população de carros particulares disparou 49 por cento, para 536.025, segundo relatório do Departamento de Transporte da cidade.

Os moradores de Hong Kong conhecem bem os preços exorbitantes. A cidade ganhou a duvidosa distinção de ser o mercado imobiliário menos acessível do mundo por oito anos consecutivos. Seus moradores são famosos por fazer investimentos incomuns, como licenças para a operação de táxis ou carrinhos de golfe que podem chegar a custar US$ 255.000.

Impostos

Especuladores estão exacerbando a escassez. Os estacionamentos se tornaram uma alternativa atraente aos imóveis nos últimos anos, especialmente depois que o governo criou mais impostos e estabeleceu tetos mais rigorosos de até 50 por cento para as hipotecas a fim de conter os preços das casas.

Uma vaga de estacionamento que custa 2,25 milhões de dólares de Hong Kong vem com um imposto de selo de 3 por cento, mas os impostos sobre a aquisição de um imóvel residencial podem chegar a 30 por cento. Também existe um imposto adicional de 15 por cento pela revenda de um imóvel até um ano depois da compra, de que as vagas de estacionamento são isentas.

“As vagas oferecem uma oportunidade de investimento no curto prazo que os imóveis residenciais não proporcionam”, disse Patrick Wong, analista imobiliário da Bloomberg Intelligence em Hong Kong. “O rendimento não é muito alto, mas, quando se fala em apreciação do capital, quem liga para o rendimento?”

https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/07/06/vaga-de-estacionamento-e-vendida-por-us-765000-em-hong-kong.htm 

 

 

 

ARQUITETURA RESULTANTE DO FLUXO DE VEÍCULOS, ISSO ACONTECE EM MUITOS CASOS DE ARQUITETURA E MASTERPLAN!

Depois de muito projetarmos pensando exclusivamente atender as melhores praticas de conforto e otimização de veículos, chegamos a essa conclusão, “veículos determinam muitos partidos de projetos arquitetônicos”.

Parece um contra censo afirmar que o fluxo de veículos determine o resultado da implantação de um projeto arquitetônico, mas em muitos casos isso acontece sem que seja percebido.

Vamos aos exemplos:

Em centros logísticos o posicionamento das edificações depende diretamente das possibilidades de manobras dos caminhões;

Postos de gasolina são totalmente pensados para o acesso de veículos;

O posicionamento dos acessos e dos edifícios garagem tem poder determinante na disposição em projeto de um shopping;

Campus universitários necessitam implantar estrategicamente seus bolsões de estacionamentos para evitar excesso de circulação dos seus alunos;

Supermercados dependem de estudos bem pensados para o funcionamento de suas docas e estacionamento de veículos;

Por último, a quantidade de vagas que é possível projetar em um empreendimento imobiliário, determina o quanto se pode construir, sua quantidade de pavimentos e número de unidades em alguns casos.

No case de capa deste artigo, exemplificamos um caso que nos ocorreu recentemente, um cliente chegou até nós com um projeto de um megaposto (parada de caminhões, strip mall, posto de combustíveis de carros de passeio, posto para caminhões, oficinas, parada de caminhões e central de cargas) insatisfeito com a quantidade de vagas de caminhões e com a disposição do briefing de projeto no terreno. Iniciamos um novo estudo de masterplan e verificamos através de estudos específicos que havia um potencial para aumento do número de vagasea melhoria das manobras dos caminhões. Por fim validamos que a arquitetura neste caso acabou sendo definida através dos melhores fluxos de todos os agentes de trânsito, no caso, caminhões (bitrem, rodotrem, baú, treminhão, etc.), veículos (passeio, caminhonetes, vans), ônibus, motos e pedestres. Acreditamos que o resultado foi satisfatório e que certamente este projeto funcionará de maneira adequada!

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor Garageplan

Coordenador de Arquitetura