VAMOS FALAR DE INOVAÇÃO? ACREDITAMOS QUE A INOVAÇÃO TAMBÉM PASSA PELA GARAGEM, ONDE SE FAZ NECESSÁRIO ESTAR ATENTO AO MERCADO PARA NÃO FICAR PARA TRÁS!

Replicamos o texto escrito por Felipe Maia (Paris), que retrata bem essa necessidade da inovação no mercado imobiliário.

Para não virar novas “Blockbuster”, empresas do setor imobiliário precisam abraçar inovação

Em conferência em Paris, especialistas discutem necessidade e caminhos para que construtoras e incorporadoras possam rumar ao futuro

Segundo um estudo recentemente publicado pela consultoria britânica PWC, os investimentos em tecnologia no ramo imobiliário europeu chegaram a 3,4 bilhões de euros em 2017. A cifra é vinte vezes maior do que o montante em 2011, mas isso não significa que o setor abraçou de vez a inovação. O mesmo relatório afirma que apenas 10% dos CEOs europeus dessas empresas têm a tecnologia como uma preocupação.

Esses resultados foram divulgados durante a conferência MIPIM Proptech — o termo, em inglês, define a nova onda de startups e inovações digitais no setor imobiliário. Realizado em Paris nesta penúltima semana de junho, o evento recebeu alguns especialistas que discutiram o futuro de uma indústria que, mesmo tradicional, é responsável por cifras astronômicas da receita global.

Para Elizabeth Rapoport, uma das autoras do estudo da PWC, há um claro descompasso entre a mentalidade dos tomadores de decisões e os investimentos pesados em novidades que vão de design a big data. A especialista acredita que construtoras e incorporadoras precisam avançar no futuro antes que caiam numa situação do tipo Blockbuster — a outrora rede de locadoras de vídeos ficou para trás ao não absorver inovações.

A preocupação é até maior quando analisada a concorrência: grandes empresas de tecnologia que expandem seus tentáculos para além do mundo virtual, criando prédios inteligentes ou infra-estruturas conectadas. “Não estamos tão atrasados, mas precisamos mudar”, diz Cees van der Spek, um dos diretores da construtora holandesa EDGE Technologies.

Spek afirma que uma das maneiras de acelerar o passo da indústria é manter-se próximo a polos de inovação como startups e universidades. Responsável por edifícios de desenho e funcionamento futuristas, como o edifício holandês Las Palmas, a EDGE Technologies mantém contato com a Singularity University — reconhecido think tank multidisciplinar que tem parcerias até com a NASA.

Diretora da maior incorporadora do mundo, a CBRE, Bridget Wilkins afirmou que inovações desse tipo representam mudanças, algo a que um setor tão tradicional quanto o imobiliário não está acostumado. Ela acredita que é preciso quebrar algumas barreiras, sejam elas simbólicas, ou concretas como fronteiras entre algumas companhias e países. “Estamos muito atrás do que deveríamos estar”, diz ela. “Basta olhar para alguns índices e números.”

Mudar com cuidado
Wilkins também acredita que a inovação um tanto tardia pode resultar em aprendizados o setor imobiliário. Segundo a diretora, companhias e plataformas de redes sociais têm hoje uma grande preocupação com a transparência no uso dos dados, mas isso é resultado de alguns erros de percurso. “Quero ver como isso pode se aplicar na maneira como operamos edifícios”, afirma ela.

Fundadora da Architrave, empresa alemã de gestão de recursos, Maurice Grassau reforçou a análise de Wilkins quanto a um uso responsável da tecnologia. “Para se tornar digital, a indústria inteira tem de mudar”, diz ele. “Isso só vai funcionar se todos trabalharem juntos.”

Grassau também citou danos colaterais que podem surgir com um uso desenfreado da tecnologia no ramo imobiliário, caso dos prédios inteligentes munidos de rastreadores e sensores. “O dono do prédio não pode ser dono dos dados do prédio”, diz ele. “Mas empresas de tecnologia poderão usar dados desses prédios e aí vamos ter algo como vimos nas telecomunicações, por exemplo.”

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/06/para-nao-virar-novas-blockbuster-empresas-do-setor-imobiliario-precisam-abracar-inovacao.html

 

 

TÃO IMPORTANTE COMO IMPLANTAR NOVAS TECNOLOGIAS, FAZ-SE NECESSÁRIO READEQUAR FISICAMENTE OS ESTACIONAMENTOS, ESTE TEXTO RETRATA ISSO DE MANEIRA BEM CLARA.

Garagens devem inovar para crescer

Para reverter à queda observada durante a crise e o aumento do uso de aplicativos de mobilidade, administradores precisam investir em serviços de conveniência

Gestores de estacionamento já enxergam uma melhora no tráfego de veículos e do tíquete médio, mesmo que pequena. Isso, contudo, não deve ser o suficiente para retomar os patamares vistos antes da crise. A tendência é que a demanda perdida para as alternativas de mobilidade tragam à tona a necessidade de uma mudança estrutural no setor.

“Houve uma mudança de comportamento, portanto haverá recuperação apenas no que diz respeito à crise econômica”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo (Sindepark), Marcelo Gait. Segundo ele, os impactos provocados pelas alternativas de locomoção – como aplicativos de mobilidade, alta procura por transporte público e sistemas de bicicletas compartilhadas – devem ser mantidos.

Para ele, no futuro será necessário agregar serviços e valores à atividade, como locais para carregar carros elétricos, pontos de coleta e devolução de automóveis compartilhados e manutenção de veículos autônomo.

“Há que se acrescentar serviços que gerem conveniência para quem usa o espaço. Estamos atentos às mudanças e temos várias frentes, mas nada concreto. Estudamos a vialibilidade e a demanda”, contou o CEO do Grupo Pare Bem, Marcelo Nunes ao DCI.

Sem citar os projetos, o CEO da Estapar, André Iasi, afirmou que o investimento feito em tecnologia e inovação coloca a empresa “em uma ótima posição para gerar novas linhas de negócios e oportunidades em mobilidade urbana, que vão além da operação de estacionamentos.”

Enquanto isso, melhorar a operação e rentabilizar o negócio tem sido a grande saída. Tanto a francesa Indigo quanto a Pare Bem apostam em operações 100% remotas. “Hoje temos 20 operações não apenas monitoradas, mas operadas de forma remota, mas a perspectiva é de expandir ano a ano. Nem todas as operações podem ter o modelo, mas o potencial é grande”, diz Nunes da Pare Bem. Na Indigo, o modelo iniciou no Estacionamento Edifício Garagem Spot, em Porto Alegre (RS).

Nunes comenta que a tecnologia tem sido uma grande aliada, inclusive, para ajudar na melhora do tíquete médio. “O cenário não permite reajuste, mas usamos dados para aplicar aumento de tarifa de modo inteligente vendo o perfil de estadia.” Em uma de suas operações, por exemplo, é possível através da reserva online escolher entre três opções com preços diferentes.

Desempenho

Segundo Gait, no estado de São Paulo, a projeção para o ano é de leve alta entre 2% e 3% e os reajustes ocorram “dentro da nova realidade”. Mesmo não sendo o suficiente para recuperar o perdido na crise, ele diz que o setor terá uma “retomada”, assim que o mercado imobiliário voltar.

Na observação do diretor comercial da Indigo, Roque Perachi, o desempenho dos estacionamentos varia por segmento e o local. “No centro da cidade de São Paulo (SP), por exemplo, sofreram mais e continuam sofrendo”, aponta. Por isso, ele destaca que tem aumentado o foco em segmentos mais resilientes, como o hospitalar, que hoje representa 16% de sua carteira. “Em março de 2018, na comparação com março de 2017, tivemos aumento no fluxo de veículos de 6,7% se considerada a mesma base e de 48%, considerando as aberturas”.

Além disso, a empresa tem buscado contratos de longo prazo, em que há investimento no ativo. “Não era comum no Brasil. Dificilmente os contratos tinham mais de quatro anos. Nos últimos anos conseguimos contratos que vão de se te a 10 anos”, acrescenta. Este ano a empresa espera atingir faturamento de R$ 800 milhões.

A Indigo espera manter o ritmo de expansão de 30 unidades por ano e uma estratégia que deverá ganhar mais relevância para manter este plano são as aquisições. “A crise se converteu em oportunidade porque fazemos investimento com capital que vem da França”, conta. Hoje a empresa tem duas negociações em estágio avançado.

Segundo ele, hoje o Brasil é o país que mais cresce no grupo e em virtude disso, a expectativa é que boa parte dos investimentos previstos do grupo venham à região. Em 2019, os aportes do grupo serão de US$ 150 milhões em toda a operação global.

Texto retirado do site Diário Comércio Indústria e Serviços.

https://www.dci.com.br/impresso/garagens-devem-inovar-para-crescer-1.716055

 

GARAGEMALL, UM NOVO CONCEITO DE VAREJO E PARKING!

Strip Mall, Street Mall, Galeria Comercial, Shopping Center, Power Center são algumas das diversas denominações para centros de compras, claro em suas diferentes escalas.

Criamos a denominação “GARAGEMALL” aqui na GaragePlan para edificações onde a garagem protagoniza o uso, porém necessita dos malls como coadjuvantes para complementar o sucesso do empreendimento, melhorando o giro/vaga/hora, e consequentemente a rentabilidade do investimento.

Na maioria dos casos são feitos estudos de viabilidade econômico financeiros de estacionamentos, porém em alguns deles, por mais bem localizadoque seja, por mais que tenha demanda por vagas no entorno e que tudo pareça perfeito para virar um estacionamento de sucesso, o estudo mostra que falta algo complementar ou pode-se potencializar seu uso.

Nesses casos, os garagemalls podem ser uma das soluções! Falo uma das soluções, porque nem sempre implantá-lo é sinônimo de sucesso, por isso existem soluções em garagens para cada caso.

Parece não ser novidade, as pessoas tendem a achar que um garagemall seria igual a um shopping center, mas se diferenciam pelo objeto do destino fim. No caso do Shopping, o destino fim são as lojas e serviços, no caso de um garagemall o destino fim é o estacionamento.

Ainda seremos usuários de muitos garage malls, pois é confortável estacionar e acabar encontrando lojas e serviços junto ao seu estacionamento.

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor Garageplan

Coordenador de Arquitetura

 

 

 

COMO ESVAZIAR AS RUAS DA CIDADE

Artigo publicado na Gazeta do Povo

 

O excesso de veículos nas ruas é um problema que vem afetando todo tipo de centro urbano, com mais ou menos intensidade. Segundo dados do Detran/PR, em 10 anos o Paraná teve sua frota duplicada, chegando hoje a mais de 6 milhões de unidades. É a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Além disso, o Paraná detém 40% do total da frota da região Sul do Brasil, numa proporção de 0,57 veículo por habitante. O resultado é nítido: grandes congestionamentos.

Diante destes fatos, chega-se à conclusão de que o investimento em educação, fiscalização, engenharia e tecnologia é indispensável, com ênfase à palavra “eficiência”, que acaba resumindo todas as possíveis soluções e respostas para a questão.

É consenso, entre os urbanistas, de que a melhoria do uso do transporte intermodal (BRT, metrô, táxis, ciclovias etc.) não traz bons resultados se não estiver aliada a outros fatores determinantes ligados ao planejamento – aspectos como controle de tráfego em grandes áreas de comércio, serviços e lazer, cobrança de pedágios ou até mesmo restrição de circulação de veículos em algumas vias. Um exemplo é o que ocorreu na Rua XV de Novembro, em 1972. Na época, a intervenção na capital paranaense foi bastante contestada por comerciantes e moradores, mas hoje é motivo de orgulho para a cidade.

Ainda assim, não se deve esquecer que os automóveis são indispensáveis para a vida da cidade. De uma maneira incansável e interminável, todos devemos pensar em uma cidade mais amiga, humanizada e principalmente eficiente, e pensar em soluções que minimizem o impacto da presença dos meios de transporte não coletivos, que cresce a cada dia.

Inseridas neste contexto, estão algumas soluções como a racionalização das vias e raios de giro de esquinas, faixas de desaceleração e acumulação para acessos de veículos, eliminação de parte das vagas em vias públicas, liberando espaços de lazer e convívio para o pedestre; construção de garagens verticalizadas (edifícios-garagem) ou mesmo sob praças e parques, e definição de um re-layout dos estacionamentos e garagens já existentes, aumentando o número de vagas, entre outras.

Como acontece na concepção de um projeto de arquitetura – a busca da melhor eficiência e conforto de um espaço – com a compatibilização de diversas disciplinas, chega o momento de dar a importância merecida ao espaço que destinamos aos veículos, como por exemplo, o uso eficiente da tecnologia, tanto no momento do projeto, quanto na hora de realizar a operação do espaço. É necessário o debate aberto, para ajudar na melhoria de vida de nossas cidades.

Ricardo Sigel, arquiteto e sócio da GaragePlan

Gazeta do Povo