Arquitetura do Bem AsBEA-PR – Sede da URVEC e Remopar.

A GaragePlan Arquitetura também participou deste projeto que incentiva o esporte a remo no Paraná.

Hoje postaremos o descritivo do projeto para que todos possam entender e apoiar esta ideia!

 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Em visita ao local, a comissão de “Arquitetura do bem”, da ASBEA-PR, encontrou uma construção com precárias condições de uso e sem manutenção alguma, com problemas visíveis de estrutura e instalações pouco adequadas para a prática esportiva e acolhimento de campeonatos e outras atividades.

ESTUDOS

Através do estudo de viabilidade ficou constatado que será mais viável, tanto técnica como economicamente, abandonarmos as atuais instalações e edificarmos no local um novo projeto com dimensões que venham a atender as necessidades e padrões internacionais esportivos.

IMPLANTAÇÃO/ PAISAGISMO

Para tanto foi elaborado o projeto de um novo pavilhão em estrutura metálica com pé direito interno de 7 metros de altura e 4 vãos livres de 14 metros de largura, o que permitira a acomodação de materiais e equipamentos variados para a prática do esporte.

O mesmo será implantado em frente as raias existentes (no local do antigo pavilhão).

PLANTA TÉRREO

A nova edificação abrigará a área de esportes para três associações distintas de remo, contendo instalações sanitárias individualizadas e amplo depósito para equipamentos. Haverá também um espaço de uso comum para realização de eventos, cafeteria, administração e alojamentos.

PLANTA PAVIMENTO SUPERIOR

A área de exposições e reuniões localizada no pavimento superior terá grande visibilidade para a paisagem. Na área de eventos, grandes painéis de vidro permitem a contemplação do lago, do parque e das competições, dando brilho e leveza ao conjunto.

NOVA SEDE REMPAR/ URVEC

O pavilhão terá fechamento vertical em painéis metálicos com pintura eletrostática, e portas basculantes que servirão como proteção dos acessos.

NOVA SEDE REMPAR/ URVEC

A cobertura em telhas metálicas receberá painéis fotovoltaicos que suprirão o consumo de energia elétrica do imóvel. A coleta das águas pluviais também será prevista para adequar a construção às normas de sustentabilidade.

NOVA SEDE REMPAR/ URVEC

Na fachada norte será implantado um painel de vegetação, que além de se integrar com a paisagem do parque, serve de proteção solar para garantir temperaturas internas adequadas. Áreas de estacionamento ao lado do pavilhão se interligam ao paisagismo que valoriza a vegetação existente e complementa as áreas em frente ao lago.

NOVA SEDE REMPAR/ URVEC

Para acesso ao pavimento superior e terraço mirante, além da escala interna, existirá uma rampa, com inclinação adequada, que emoldura a fachada e se integra ao paisagismo.

NOVA SEDE REMPAR/ URVEC

No paisagismo foram definidas rotas de caminhada, ciclovia, praça e uma arquibancada “natural” para a visualização das competições, extraindo o melhor da paisagem. Este projeto visa desenvolver e incentivar a pratica esportiva do remo em nossa cidade, criando novas oportunidades para o atleta e para a comunidade.

ASBEA – ARQUITETURA DO BEM

A AsBEA – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura é uma entidade independente, que congrega empresas de Arquitetura e empresas Fornecedoras de produtos e serviços deste setor e da construção civil. Seu papel é contribuir para a continua evolução da capacidade brasileira no campo da Arquitetura, valorizando a sua importância no desenvolvimento urbano e melhoria quantitativa da construção civil do país.

Uma das ações da AsBEA é a Arquitetura do Bem que se constitui por um grupo de empresas voluntárias de arquitetura que contribuem com o desenvolvimento de projetos sociais que possam trazer benefícios a comunidade em áreas diversas.

AS CIDADES POSSUEM UM BEM MARAVILHOSO EM SUAS “VEIAS”!

As ruas de todas as cidades poderiam se transformar em uma infinidade de locais para atividades urbanas. Casos de sucesso como o nossa quase cinquentenária Rua XV de novembro em Curitiba e a “pedestrização” da Avenida Times Square em NY a 9 anos. Mas não é apenas destas grandes obras que estou falando, hoje todas as vagas para autos paralelas as ruas são geradores de lentidão e tráfego. Áreas que todos os cidadãos perdem para carros parados muitas horas por dia e que pagam quase nada por essa exclusividade. De acordo com alguns trechos retirados do artigo escrito por Philip Yang (mestre em administração pública pela Universidade Harvard e diretor do Instituto Urbem), ajuda a explicar onde pretendo chegar com essa inquietação.

“Encontrar uma vaga diante da calçada, numa área saturada da cidade, consome tempo de quem quer estacionar e de quem quer apenas passar pela rua. Estudos realizados nos Estados Unidos mostraram que, quando mais de 85% das vagas estão ocupadas, os motoristas passam a rodar em círculos em busca de um espaço vazio. A busca por vagas gera mais trânsito e poluição em vias já saturadas. Sem as faixas de estacionamento na rua, eliminaríamos a busca por vagas e as obstruções ao trânsito causadas pelas manobras de entrar e sair das vagas.”

“A extinção do estacionamento de rua levaria qualidade de vida às cidades, além de aliviar o trânsito. A faixa de asfalto desocupada poderia dar lugar a calçadas mais largas, com ciclovias e árvores, além de baratear o enterramento dos fios e cabos, hoje suspensos em postes. Os edifícios-garagem poderiam ser mais que um mero abrigo de carros. Poderiam reunir átrios para circulação e entretenimento público, redes de comércio e serviços, hotéis e albergues estudantis ou escritórios. As novas calçadas poderiam promover o paisagismo brasileiro, e os edifícios-garagem, em sua versão multifuncional, poderiam se tornar exemplos da arquitetura contemporânea, equilibrando forma e função no tecido urbano. Um sonho alcançável, em ciclo administrativo curto. Ele pode ser abraçado por qualquer grande cidade do Brasil, capaz de aglutinar a cidadania, o mercado e o governo em torno do projeto.”

Curitiba possui nos bairros mais urbanizados aproximadamente 1.850 km de ruas, imagine se 20% destas ruas tivessem faixa para estacionamentos de carros em pelo menos um dos lados com 3 metros de largura? Imagine se esses 1.110.000 m²de área tivessem seu uso alterado para alargamento de calçadas, criação de ciclovias, pocketpark, mini bibliotecas, academias ao ar livre ou pistas de caminhadas? Para se ter uma ideia o nosso maior parque, o Barigui, possui 1.400.000 m², ou seja, estamos ganhando quase uma vez o Barigui dentro de Curitiba, sem nenhuma desapropriação.

Aí todos irão me perguntar, onde vamos deixar tantos carros? Seriam algo em torno de 61.700 vagas de rua ou 600 estacionamentos?

Bom penso que teríamos que incentivar a criação destes 600 estacionamentos, afinal estou falando de 740 quadras, nestas teríamos que criar lugares pagos para os carros poderem parar.

“Uma crítica ao estacionamento pago, bem como ao pedágio urbano, é seu potencial de exclusão social, por limitar a circulação dos motoristas mais pobres. Pode-se também argumentar que o fim do estacionamento grátis permite a criação de espaços públicos melhores. Nada é mais democrático que favorecer o pedestre.”

É, bom sonhar com algo bem tangível e possível para muitas cidades.

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor GaragePlan

Coordenador de Arquitetura

Ref. Parking Network

https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/por-que-acabar-com-bvagas-de-ruab.html

SUSTENTABILIDADE NAS RUAS – PAVIMENTAÇÕES MODERNAS QUE PARECIAM ESTAR NUM FUTURO MUITO DISTANTE, COMEÇAM A COMPOR RUAS DO NOSSO COTIDIANO.

O tema sustentabilidade é essencial nos projetos, no cotidiano e na vida moderna. A Garageplan também procura fazer parte desse mercado sustentável, buscamos continuamente utilizar recursos economicamente possíveis em nossos projetos, como por exemplo, o uso de painéis solares e grandes captações de água das chuvas.

Com a evolução e a tecnologia logo teremos garagens, estacionamentos e pátios logísticos, cada vez mais sustentáveis, melhorando assim a rentabilidade do investimento deste mercado e ajudando o meio ambiente.

Está precisando de uma solução para o seu empreendimento? A consultoria da Garageplan faz seu projeto de forma personalizada, consulte-nos.

Repostamos dois artigos abaixo que demonstram futuras práticas sustentáveis através do uso de reciclagem em grande escala.

 

Holanda planeja pavimentar suas ruas com plástico recolhido dos oceanos

Que tal despoluir os oceanos e, de quebra, utilizar todo o lixo plástico recolhido da água para construir ruas mais duráveis (e menos esburacadas) nas cidades? Em breve, Roterdã, na Holanda, pode ser usada como piloto para testar a ideia.

O projeto, batizado de PlasticRoad, é da empresa VolkerWessels e sugere aposentar o asfalto e utilizar plástico reciclado (retirado dos oceanos) para a construção de ruas. Segundo a companhia, a mudança garantirá vias até três vezes mais duráveis nas cidades – e, logo, menos custo às prefeituras.

Isso porque o pavimento de plástico reciclado é mais resistente a corrosões químicas e, ainda, suporta uma variação maior de temperatura (de -40ºC a 80ºC). Como consequência, sua vida útil é de 50 anos, enquanto a do asfalto é de cerca de 16 anos. E mais: instalar o material também é mais fácil.

Roterdã que não é boba nem nada já se candidatou para testar o produto, que deve ser finalizado ainda neste ano de 2018. Nós estamos ansiosos para ver o resultado, e você?

 

Quatro conceitos que antecipam as estradas do futuro

Em breve seu carro vai rodar por cenários que hoje se parecem com obras de ficção científica

Se a era dos carros autônomos já dá seus primeiros e inexoráveis passos, as estradas ainda estão devendo soluções inteligentes que aumentem a segurança e reduzam o desperdício de recursos. Várias organizações, sobretudo na Europa, desenvolvem projetos que tornam mais racionais as rodovias, ruas e áreas de estacionamento. A aposta mais recente é o projeto PlasticRoad, fruto de um consórcio das holandesas KWS e Wavin com a gigante francesa do petróleo Total.

A meta é ousada: substituir o asfalto por plástico reciclado. Além do óbvio objetivo de sustentabilidade (boa parte do plástico usado pode ser resgatada de rios, lagos e oceanos), a solução tem um viés tecnológico, pois as placas de plástico pré-moldadas possuem na sua base um vão que pode ser usado para passagem de cabos e tubulações etc.

Outras empresas apostam em asfalto poroso para absorção de água, ou até placas solares para gerar energia para as vias, para os imóveis no entorno e, sim, para carregamento em movimento dos carros elétricos, por indução.

Caminho Solar

Grandes placas solares no piso podem aproveitar a energia para iluminação, sinalização interativa por leds, derretimento de gelo e até carregamento de carros elétricos em movimento, numa faixa exclusiva de rolamento. O casal de pesquisadores Scott e Julie Brusaw, do estado americano de Idaho, criou a Solar Roadway e levantou US$ 1 milhão em crowdfunding para montar o primeiro estacionamento-protótipo com pisos solares.

Plástico armado

Três multinacionais europeias estão investindo pesadamente em pisos de plásticos reciclados, pré-moldados, e com vãos inferiores capazes de colocar em prática boa parte das outras tecnologias vistas aqui. Segundo a PlasticRoad, um protótipo dessa estrada – inicialmente em forma de ciclovia – deverá entrar em funcionamento no fim deste ano na Holanda, país que cada vez mais se transforma num laboratório de experiências de mobilidade.

Asfalto poroso

O vídeo de um piso de asfalto absorvendo 880 galões de água em um minuto chamou a atenção há pouco mais de um ano nas redes sociais. O projeto, da gigante inglesa da construção Tarmac, já foi colocado em prática num estacionamento experimental e pode ser usado em ruas estradas. Além de evitar alagamentos e aquaplanagem dos veículos, esse piso facilita a absorção da água, evitando erosões e prolongando a vida útil da estrutura viária.

Luz sob demanda

Em vez de desperdiçar energia com postes de luz em estradas de pouco movimento noturno, sensores no pavimento podem iluminar a pista somente quando o carro passa (e a luz vai acompanhando a passagem do seu carro por toda a viagem). Outra tecnologia já em testes na Holanda é a tinta fotoluminescente, que absorve a luz do dia e faz as faixas divisórias de pistas brilharem intensamente no escuro.

imagem: Autobuss

http://thegreenestpost.com/roterda-planeja-pavimentar-suas-ruas-com-plastico-recolhido-dos-oceanos/

https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/quatro-conceitos-que-antecipam-as-estradas-do-futuro/

VAGAS PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS, UMA EXIGÊNCIA DO MERCADO!

As inovações do mercado imobiliário sempre foram reguladas pelas proposições das incorporadoras/construtoras ou por solicitação do mercado. Fazendo uma rápida memória do que foi novidade e acabou virando item “default” no mercado imobiliário dos últimos anos temos: espaço gourmet, churrasqueira na sacada, cozinha americana, condomínio clube, loft, studio, penthouse, entre outros.

A última foi a “Garage Design” que está tomando os últimos lançamentos, mas esse blog trata do “depois” dessa onda, qual vem? Apostamos no aumento de vagas para veículos elétricos, apostamos que todas as vagas deverão vir equipadas com esse item.

Incentivos com apelo ecológico governamental, o avanço das tecnologias de baterias e carros, a recente crise de abastecimento causada pela greve dos caminhoneiros, os carros autônomos cada vez mais tangíveis de uso e a própria consciência da população fazem com que esta seja nossa próxima aposta de item default.

Ainda não podemos esquecer equipamentos que duplicam sua vaga ou aumentam o espaço de depósito de garagem que consomem energia e que iremos postar em um blog futuro.

Uma garagem com todas as vagas com ponto de recarga será normal, uma garagem com poucas vagas de recarga pode virar “mico” daqui a poucos anos!

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor GaragePlan

Coordenador de Arquitetura

Imagem retirada do site: chargedevs.com

MANOBRABILIDADE? O QUE É ISSO?

Qualidade do que é manobrável, especialmente aeronave, nave ou qualquer outro veículo. *

Quando projetamos ou prestamos consultoria a estacionamentos de todas as tipologias, temos a manobrabilidade como um dos itens principais para obter os melhores resultados.

Seguir apenas normas e regras exigidas pela legislação de uso do solo das prefeituras, garante a isenção de responsabilidade dos profissionais de projeto, porém não há garantia de manobras confortáveis ou até mesmo manobras possíveis nos empreendimentos.

A Garagem é uma construção complicada e perene, não podemos mudar pilares de lugar para corrigir a má manobrabilidade. Nos casos de re-layout das vagas podemos melhorar a qualidade de manobras e fluxo de um estacionamento, mas o ideal é que seja validado antes de finalizar projetos.

Cada caso deve ser analisado considerando alguns itens como: padrão dos veículos que irão circular; se terão manobristas ou será self-park; qual será o uso do empreendimento; acompanhar as mudanças no raio de giro dos automóveis; e se preocupar com a segurança dos outros agentes do trânsito usuários do estacionamento.

Somos especialistas em cuidar de tudo isso, portanto…

Na GaragePlan o termo “boa manobrabilidade” é lei!

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor GaragePlan

Coordenador de Arquitetura

Definição: *Retirado do dicionário digital do Michaelis.

ESTACIONAMENTOS QUE NÃO SERVEM APENAS PARA GUARDAR CARROS, TAMBÉM GERAM ENERGIA ELÉTRICA.

Replicamos o texto escrito por Ricardo Campos Jr., que retrata bem o uso de placas de energia solar em vagas de estacionamento.

No Leblon, estacionamento é também miniusina de energia solar

Placas instaladas captam a energia solar em estacionamento financiado pelo FCO

Quem deixa o carro em uma das vagas cobertas da Chácara Bonança nem imagina que o local na verdade é uma usina solar. Além de garantir sombra e proteção para os veículos, placas fotovoltaicas absorvem a energia no local considerado o maior estacionamento desse tipo em Mato Grosso do Sul, com potência de 97,20 kWp.

A ideia veio do próprio dono do espaço, Douglas Veratti. Ele precisava de um lugar amplo e longe do Centro para montar a estrutura que vai reduzir a conta de luz de outro empreendimento da família, o Hotel Concorde.

“O projeto inicial previa colocar as placas perto do chão, mas eu pensei, por que não fazer um estacionamento embaixo delas? Ficando mais altas, é mais difícil as pessoas mexerem”, contou ao Campo Grande News.

Toda a estrutura foi bancada com recursos do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste). “Quis investir em energia solar depois de visitar a Alemanha e ver que ela é pioneira nesse seguimento e não tinha o tanto de sol que temos aqui. Comecei a fazer uns orçamentos e deu certo. Tem vários empresários que estão esperando só a minha conta chegar para ver se tem economia mesmo e montarem suas usinas”, relata.

O prédio do hotel não tem espaço para as placas e fica em um lugar onde outros edifícios fazem sombra, dificultando a captação da radiação. O estacionamento fotovoltaico não é capaz de gerar sozinho toda a energia que o Concorde precisa e por isso Douglas também instalou placas no telhado de um terceiro prédio da família, atualmente alugado para os Correios.

“Todo o sistema custou R$ 970 mil. O financiamento me dá dois anos de carência antes do vencimento da primeira parcela. Pelas contas que fiz, em seis anos e meio eu consigo pagar essa conta”, relata.

A instalação das placas tanto no estacionamento como no prédio foi feita pela empresa Solar Energy.

Hewerton Elias Martins, diretor-presidente da companhia, explica que durante o dia, as placas usam os raios solares para gerar energia. Tudo o que não é consumido naquele momento, é jogado na rede da Energisa e vira uma espécie de bônus, devolvido à noite quando os painéis param de trabalhar.

Esse sistema faz com que as placas não precisem necessariamente ficar no lugar que será alimentado por elas, como fez Douglas.

“As duas usinas vão gerar 24 mil quilowatts por mês. O hotel, com isso, vai pagar a taxa mínima da concessionária”, completa.

 

https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/no-leblon-estacionamento-e-tambem-miniusina-de-energia-solar

O MERCADO REGULA A QUANTIDADE DE VAGAS MELHOR QUE REGRAS DA LEGISLAÇÃO! A QUANTIDADE DE VAGAS EM HONG KONG É REGULADA PELO MERCADO, SUA ESCASSEZ ÀS VEZES VIRA OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO. ESTE ARTIGO PODE SIM ACENDER UMA FAÍSCA DE OPORTUNIDADES AQUI NO MERCADO LOCAL.

Replicamos o texto escrito por Frederik Balfour Bloomberg, que retrata bem a escassez de vagas de estacionamento.

Vaga de estacionamento é vendida por US$ 765.000 em Hong Kong

(Bloomberg) — Pare para pensar nas pobres pessoas que têm carro em Hong Kong.

O mercado de vagas de estacionamento está mais quente do que nunca, e uma única vaga em um projeto de luxo no distrito Ho Man Tin de Kowloon foi vendida pelo preço recorde de 6 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 765.000).

“É uma loucura”, disse Darrin Woo, um colecionador de carros clássicos que mandou sua limusine Mercedes-Benz 600 Pullman de 1968 e um Fiat Abarth vermelho vivo de 1957 para a Califórnia a fim de economizar no armazenamento. “Comprar uma vaga? De jeito nenhum. Dá para comprar cinco carros com esse dinheiro.

“O preço médio de uma vaga de estacionamento hoje ronda 2,25 milhões de dólares de Hong Kong, mais que o sêxtuplo que em 2006. O mercado imobiliário da cidade, que é o menos acessível do mundo, parece calmo em comparação: os preços das casas aumentaram apenas 3,4 vezes no mesmo período. No primeiro semestre deste ano, cerca de 10,3 bilhões de dólares de Hong Kong em vagas mudaram de dono, em comparação com 6,58 bilhões de dólares de Hong Kong no mesmo período do ano anterior, segundo a Midland Realty Services.

Problemas

Parte da culpa é dos incorporadores imobiliários de Hong Kong. Eles ganham mais dinheiro construindo apartamentos do que garagens, por isso a proporção entre o número de vagas de estacionamento e o número de unidades habitacionais diminuiu, disse Denis Ma, diretor de pesquisa sobre Hong Kong da empresa de consultoria Jones Lang LaSalle.

O número de vagas de estacionamento cresceu somente 9,5 por cento entre 2006 e 2016, para 743.000, mas a população de carros particulares disparou 49 por cento, para 536.025, segundo relatório do Departamento de Transporte da cidade.

Os moradores de Hong Kong conhecem bem os preços exorbitantes. A cidade ganhou a duvidosa distinção de ser o mercado imobiliário menos acessível do mundo por oito anos consecutivos. Seus moradores são famosos por fazer investimentos incomuns, como licenças para a operação de táxis ou carrinhos de golfe que podem chegar a custar US$ 255.000.

Impostos

Especuladores estão exacerbando a escassez. Os estacionamentos se tornaram uma alternativa atraente aos imóveis nos últimos anos, especialmente depois que o governo criou mais impostos e estabeleceu tetos mais rigorosos de até 50 por cento para as hipotecas a fim de conter os preços das casas.

Uma vaga de estacionamento que custa 2,25 milhões de dólares de Hong Kong vem com um imposto de selo de 3 por cento, mas os impostos sobre a aquisição de um imóvel residencial podem chegar a 30 por cento. Também existe um imposto adicional de 15 por cento pela revenda de um imóvel até um ano depois da compra, de que as vagas de estacionamento são isentas.

“As vagas oferecem uma oportunidade de investimento no curto prazo que os imóveis residenciais não proporcionam”, disse Patrick Wong, analista imobiliário da Bloomberg Intelligence em Hong Kong. “O rendimento não é muito alto, mas, quando se fala em apreciação do capital, quem liga para o rendimento?”

https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/07/06/vaga-de-estacionamento-e-vendida-por-us-765000-em-hong-kong.htm 

 

 

 

VAMOS FALAR DE INOVAÇÃO? ACREDITAMOS QUE A INOVAÇÃO TAMBÉM PASSA PELA GARAGEM, ONDE SE FAZ NECESSÁRIO ESTAR ATENTO AO MERCADO PARA NÃO FICAR PARA TRÁS!

Replicamos o texto escrito por Felipe Maia (Paris), que retrata bem essa necessidade da inovação no mercado imobiliário.

Para não virar novas “Blockbuster”, empresas do setor imobiliário precisam abraçar inovação

Em conferência em Paris, especialistas discutem necessidade e caminhos para que construtoras e incorporadoras possam rumar ao futuro

Segundo um estudo recentemente publicado pela consultoria britânica PWC, os investimentos em tecnologia no ramo imobiliário europeu chegaram a 3,4 bilhões de euros em 2017. A cifra é vinte vezes maior do que o montante em 2011, mas isso não significa que o setor abraçou de vez a inovação. O mesmo relatório afirma que apenas 10% dos CEOs europeus dessas empresas têm a tecnologia como uma preocupação.

Esses resultados foram divulgados durante a conferência MIPIM Proptech — o termo, em inglês, define a nova onda de startups e inovações digitais no setor imobiliário. Realizado em Paris nesta penúltima semana de junho, o evento recebeu alguns especialistas que discutiram o futuro de uma indústria que, mesmo tradicional, é responsável por cifras astronômicas da receita global.

Para Elizabeth Rapoport, uma das autoras do estudo da PWC, há um claro descompasso entre a mentalidade dos tomadores de decisões e os investimentos pesados em novidades que vão de design a big data. A especialista acredita que construtoras e incorporadoras precisam avançar no futuro antes que caiam numa situação do tipo Blockbuster — a outrora rede de locadoras de vídeos ficou para trás ao não absorver inovações.

A preocupação é até maior quando analisada a concorrência: grandes empresas de tecnologia que expandem seus tentáculos para além do mundo virtual, criando prédios inteligentes ou infra-estruturas conectadas. “Não estamos tão atrasados, mas precisamos mudar”, diz Cees van der Spek, um dos diretores da construtora holandesa EDGE Technologies.

Spek afirma que uma das maneiras de acelerar o passo da indústria é manter-se próximo a polos de inovação como startups e universidades. Responsável por edifícios de desenho e funcionamento futuristas, como o edifício holandês Las Palmas, a EDGE Technologies mantém contato com a Singularity University — reconhecido think tank multidisciplinar que tem parcerias até com a NASA.

Diretora da maior incorporadora do mundo, a CBRE, Bridget Wilkins afirmou que inovações desse tipo representam mudanças, algo a que um setor tão tradicional quanto o imobiliário não está acostumado. Ela acredita que é preciso quebrar algumas barreiras, sejam elas simbólicas, ou concretas como fronteiras entre algumas companhias e países. “Estamos muito atrás do que deveríamos estar”, diz ela. “Basta olhar para alguns índices e números.”

Mudar com cuidado
Wilkins também acredita que a inovação um tanto tardia pode resultar em aprendizados o setor imobiliário. Segundo a diretora, companhias e plataformas de redes sociais têm hoje uma grande preocupação com a transparência no uso dos dados, mas isso é resultado de alguns erros de percurso. “Quero ver como isso pode se aplicar na maneira como operamos edifícios”, afirma ela.

Fundadora da Architrave, empresa alemã de gestão de recursos, Maurice Grassau reforçou a análise de Wilkins quanto a um uso responsável da tecnologia. “Para se tornar digital, a indústria inteira tem de mudar”, diz ele. “Isso só vai funcionar se todos trabalharem juntos.”

Grassau também citou danos colaterais que podem surgir com um uso desenfreado da tecnologia no ramo imobiliário, caso dos prédios inteligentes munidos de rastreadores e sensores. “O dono do prédio não pode ser dono dos dados do prédio”, diz ele. “Mas empresas de tecnologia poderão usar dados desses prédios e aí vamos ter algo como vimos nas telecomunicações, por exemplo.”

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/06/para-nao-virar-novas-blockbuster-empresas-do-setor-imobiliario-precisam-abracar-inovacao.html

 

 

TÃO IMPORTANTE COMO IMPLANTAR NOVAS TECNOLOGIAS, FAZ-SE NECESSÁRIO READEQUAR FISICAMENTE OS ESTACIONAMENTOS, ESTE TEXTO RETRATA ISSO DE MANEIRA BEM CLARA.

Garagens devem inovar para crescer

Para reverter à queda observada durante a crise e o aumento do uso de aplicativos de mobilidade, administradores precisam investir em serviços de conveniência

Gestores de estacionamento já enxergam uma melhora no tráfego de veículos e do tíquete médio, mesmo que pequena. Isso, contudo, não deve ser o suficiente para retomar os patamares vistos antes da crise. A tendência é que a demanda perdida para as alternativas de mobilidade tragam à tona a necessidade de uma mudança estrutural no setor.

“Houve uma mudança de comportamento, portanto haverá recuperação apenas no que diz respeito à crise econômica”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo (Sindepark), Marcelo Gait. Segundo ele, os impactos provocados pelas alternativas de locomoção – como aplicativos de mobilidade, alta procura por transporte público e sistemas de bicicletas compartilhadas – devem ser mantidos.

Para ele, no futuro será necessário agregar serviços e valores à atividade, como locais para carregar carros elétricos, pontos de coleta e devolução de automóveis compartilhados e manutenção de veículos autônomo.

“Há que se acrescentar serviços que gerem conveniência para quem usa o espaço. Estamos atentos às mudanças e temos várias frentes, mas nada concreto. Estudamos a vialibilidade e a demanda”, contou o CEO do Grupo Pare Bem, Marcelo Nunes ao DCI.

Sem citar os projetos, o CEO da Estapar, André Iasi, afirmou que o investimento feito em tecnologia e inovação coloca a empresa “em uma ótima posição para gerar novas linhas de negócios e oportunidades em mobilidade urbana, que vão além da operação de estacionamentos.”

Enquanto isso, melhorar a operação e rentabilizar o negócio tem sido a grande saída. Tanto a francesa Indigo quanto a Pare Bem apostam em operações 100% remotas. “Hoje temos 20 operações não apenas monitoradas, mas operadas de forma remota, mas a perspectiva é de expandir ano a ano. Nem todas as operações podem ter o modelo, mas o potencial é grande”, diz Nunes da Pare Bem. Na Indigo, o modelo iniciou no Estacionamento Edifício Garagem Spot, em Porto Alegre (RS).

Nunes comenta que a tecnologia tem sido uma grande aliada, inclusive, para ajudar na melhora do tíquete médio. “O cenário não permite reajuste, mas usamos dados para aplicar aumento de tarifa de modo inteligente vendo o perfil de estadia.” Em uma de suas operações, por exemplo, é possível através da reserva online escolher entre três opções com preços diferentes.

Desempenho

Segundo Gait, no estado de São Paulo, a projeção para o ano é de leve alta entre 2% e 3% e os reajustes ocorram “dentro da nova realidade”. Mesmo não sendo o suficiente para recuperar o perdido na crise, ele diz que o setor terá uma “retomada”, assim que o mercado imobiliário voltar.

Na observação do diretor comercial da Indigo, Roque Perachi, o desempenho dos estacionamentos varia por segmento e o local. “No centro da cidade de São Paulo (SP), por exemplo, sofreram mais e continuam sofrendo”, aponta. Por isso, ele destaca que tem aumentado o foco em segmentos mais resilientes, como o hospitalar, que hoje representa 16% de sua carteira. “Em março de 2018, na comparação com março de 2017, tivemos aumento no fluxo de veículos de 6,7% se considerada a mesma base e de 48%, considerando as aberturas”.

Além disso, a empresa tem buscado contratos de longo prazo, em que há investimento no ativo. “Não era comum no Brasil. Dificilmente os contratos tinham mais de quatro anos. Nos últimos anos conseguimos contratos que vão de se te a 10 anos”, acrescenta. Este ano a empresa espera atingir faturamento de R$ 800 milhões.

A Indigo espera manter o ritmo de expansão de 30 unidades por ano e uma estratégia que deverá ganhar mais relevância para manter este plano são as aquisições. “A crise se converteu em oportunidade porque fazemos investimento com capital que vem da França”, conta. Hoje a empresa tem duas negociações em estágio avançado.

Segundo ele, hoje o Brasil é o país que mais cresce no grupo e em virtude disso, a expectativa é que boa parte dos investimentos previstos do grupo venham à região. Em 2019, os aportes do grupo serão de US$ 150 milhões em toda a operação global.

Texto retirado do site Diário Comércio Indústria e Serviços.

https://www.dci.com.br/impresso/garagens-devem-inovar-para-crescer-1.716055

 

GARAGEMALL, UM NOVO CONCEITO DE VAREJO E PARKING!

Strip Mall, Street Mall, Galeria Comercial, Shopping Center, Power Center são algumas das diversas denominações para centros de compras, claro em suas diferentes escalas.

Criamos a denominação “GARAGEMALL” aqui na GaragePlan para edificações onde a garagem protagoniza o uso, porém necessita dos malls como coadjuvantes para complementar o sucesso do empreendimento, melhorando o giro/vaga/hora, e consequentemente a rentabilidade do investimento.

Na maioria dos casos são feitos estudos de viabilidade econômico financeiros de estacionamentos, porém em alguns deles, por mais bem localizadoque seja, por mais que tenha demanda por vagas no entorno e que tudo pareça perfeito para virar um estacionamento de sucesso, o estudo mostra que falta algo complementar ou pode-se potencializar seu uso.

Nesses casos, os garagemalls podem ser uma das soluções! Falo uma das soluções, porque nem sempre implantá-lo é sinônimo de sucesso, por isso existem soluções em garagens para cada caso.

Parece não ser novidade, as pessoas tendem a achar que um garagemall seria igual a um shopping center, mas se diferenciam pelo objeto do destino fim. No caso do Shopping, o destino fim são as lojas e serviços, no caso de um garagemall o destino fim é o estacionamento.

Ainda seremos usuários de muitos garage malls, pois é confortável estacionar e acabar encontrando lojas e serviços junto ao seu estacionamento.

Escrito por:

Keiro Yamawaki

Diretor Garageplan

Coordenador de Arquitetura